
As descobertas do Telescópio Espacial James Webb em conjunto com a análise dos últimos dados obtidos revelam uma galáxia que data aproximadamente 300 milhões de anos após o big bang. Trata-se da GLASS-z13, a mais antiga e longínqua do universo conhecido até hoje, que está a 13,5 bilhões de anos-luz de nós.
A antiga detentora do recorde, que ainda não caiu oficialmente é a GN-Z11, encontrada pelo Hubble em 2016. Ver algumas das primeiras galáxias a que se formaram após o big bang é um dos principais objetivos do James Webb.
Ainda não se sabe quando exatamente as primeiras galáxias se formaram. Um grupo de astrônomos chegou a confirmar a distância entre a Terra e GN-z11. Na ocasião, os pesquisadores utilizaram o telescópio Keck I, do Observatório W. M. Keck, que fica localizado no topo do vulcão Mauna Kea, no Havaí.
Análises realizadas anteriormente indicavam que a galáxia estava a 13,4 bilhões de anos-luz, o equivalente a 134 nonilhões de quilômetros. Essa informação foi validada pela a equipe do Observatório Astronômico Nacional do Japão, liderada por Nobunari Kashikawa. Além disso, o grupo conseguiu determinar o chamado desvio para o vermelho (em inglês, redshift) da galáxia.
O telescópio espacial James Webb é o sucessor espiritual do Hubble, o mais famoso e longevo telescópio que a humanidade levou ao espaço. Originalmente lançado em abril de 1990, o Hubble foi responsável por inúmeras descobertas que, hoje, são de conhecimento comum para qualquer entusiasta da astronomia.
Isabela Gusmão é estagiária e escreve para a editoria de Ciência e Espaço. Além disso, ela é nutricionista e cursa Jornalismo, desde 2020, na Universidade Metodista de São Paulo (UMESP).
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