Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 18 de junho de 2025 · 2 min de leitura ·

Grafite era usado para maquiagem há 2.700 anos no Irã

Grafite era usado para maquiagem há 2.700 anos no Irã

Um enterro de 2.700 anos em Kani Koter, no noroeste do atual Irã, revela o uso mais antigo conhecido de grafite para maquiagem. No local, foi encontrado um vaso de cerâmica cheio de pó preto feito de manganês e grafite natural.

De acordo com os pesquisadores responsáveis pela descoberta, era comum a mistura de ingredientes para a formação do chamado kohl, uma maquiagem para os olhos bastante utilizada no passado. No entanto, o exemplar localizado é diferente das formulações conhecidas até então.

De acordo com os cientistas, a inclusão do grafite na mistura é particularmente importante. O brilho preto-prateado do mineral e a fácil aplicação o tornariam ideal para delinear os olhos, indicando a inovação e a adaptação da população aos recursos locais.

O uso da substância também pode ter tido vantagens estéticas e funcionais. Ela reflete a luz, dando à pele uma aparência cintilante, e adere facilmente à superfície quando aplicado. Essas propriedades o teriam tornado um ingrediente desejável na preparação cosmética, especialmente em contextos cerimoniais ou de elite.

O recipiente kohl e os aplicadores foram encontrados intactos, e a maquiagem foi preservada dentro de um recipiente. A descoberta sugere que as sociedades antigas do Oriente Médio desenvolveram suas próprias tradições de maquiagem.

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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