
A Grande Muralha da China é considerada uma das sete maravilhas do mundo moderno e recebe mais de 4 milhões de turistas por ano. A imensa estrutura é deslumbrante, mas o segredo por trás da longevidade da construção sempre intrigou os historiadores. Agora, um estudo publicada na revista Science Advances pode acabar com esse mistério.
O trabalho foi conduzido por pesquisadores da China, dos Estados Unidos e da Espanha. Eles identificaram biocrostas de cianobactérias e musgos, além de espécies de líquens (associações mutualísticas entre fungos e algas) em mais de dois terços dos 600 quilômetros de construção analisados.
A presença desses materiais sempre foi motivo de discussão. Alguns temem que tais organismos danifiquem as estruturas, defendendo a remoção imediata deles sempre que encontrados. No entanto, o novo estudo sugere que essas biocrostas desempenham um papel vital na proteção contra o desgaste promovido pelo tempo, agindo como uma espécie de “pele natural”.
Segundo os pesquisadores, as amostras coletadas da estrutura contendo os organismos eram menos porosas e não se desintegravam tão facilmente quanto o material de paredes sem as biocrostas. As informações são da ScienceAlert.
Embora seja possível que as raízes e filamentos dos musgos e liquens estejam contribuindo para algum grau de desgaste da estrutura, as evidências indicam que os benefícios delas são muito maiores pensando na preservação da Grande Muralha da China.
Assim, a função protetora das biocrostas produzidas por sua redução de erodibilidade é muito maior do que a potencial biodeterioração causada por seu intemperismo biológico, tornando a primeira um aspecto mais notável e importante na proteção do patrimônio de terra.
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