Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 24 de agosto de 2022 · 2 min de leitura ·

Há 16 anos, Plutão deixava de ser planeta. Por quê? E isso pode mudar?

Há 16 anos, Plutão deixava de ser planeta. Por quê? E isso pode mudar?

O sistema solar hoje é composto de oito planetas, mas há 16 anos eram nove. Nenhum astro (até onde sabemos) foi destruído nesse período, mas Plutão, o nono e até então menor planeta do sistema solar foi rebaixado e hoje é considerado um “planeta-anão”.

A decisão foi anunciada em 24 de agosto de 2006, há exatos 16 anos pela União Astronômica Internacional (IAU) e foi bastante controversa. A medida, não foi criada especialmente para Plutão, e mudou todo o sistema de classificação de planetas. No entanto, o menor planeta do nosso sistema foi a “vítima” mais célebre da mudança.

Na ocasião, a IAU determinou três critérios básicos para que um astro seja considerado um planeta. Esses quesitos passaram a ser adotados em todo o mundo para esse tipo de classificação, sendo que passou a ser preciso:

Bom, como já imaginamos pelo destino de Plutão, esse “pequeno” planeta não atinge todos esses quesitos. Na realidade, ele atende apenas dois, mas não é gravitacionalmente dominante, o que o faz ser classificado como planeta anão.

Mas lembra que eu disse que a decisão foi polêmica? Acontece que apenas 5% dos astrônomos no mundo votaram na classificação, o que tornou o processo bastante controverso. Apesar disso, 16 anos depois, é possível dizer que a nova nomenclatura foi aceita, mas não que Plutão foi esquecido. 

A revisão do status de Plutão seguiu uma série de descobertas de outros objetos espaciais próximos. Entre eles o planeta-anão Éris, que possui quase o mesmo tamanho de Plutão. A identificação do astro em 2005 foi um dos principais eventos astronômicos que contribuíram para o rebaixamento de Plutão.

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