
O hidrogênio verde é a salvação da humanidade? Segundo os especialistas ouvidos pelo Olhar Digital, não. Mas é uma opção interessante entre as fontes de energia sustentáveis que estão distantes dos combustíveis fósseis. E o Brasil tem potencial para ser relevante neste nicho.
Os estudos, projetos e negociações relacionados ao hidrogênio verde ocorrem embaixo de um guarda-chuva: a transição energética. Assim como você segura um guarda-chuva para se proteger de pingos gelados, a humanidade busca abrigo na transição energética contra as consequências das mudanças climáticas.
Para entender (e te explicar) este cenário, a reportagem conversou com Fernando Castro Pinto, professor de engenharia mecânica na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); e Carla Aranha, jornalista do Czapp, plataforma da Czarnikow – uma das maiores empresas de supply chain do mundo – e colunista do Olhar Digital.
O hidrogênio verde é um tipo de hidrogênio produzido por meio da eletrólise da água, processo no qual se separa hidrogênio e oxigênio através de corrente elétrica. É “verde” porque a corrente vem de energia limpa e renovável (solar, hídrica ou eólica) – ou seja, não emite gás carbônico (CO2).
Existe um espectro de cores para categorizar os “tipos” de hidrogênio. Na verdade, esse esquema organiza o método utilizado para se obter o elemento químico. Segundo material divulgado pela Infosys, uma das líderes globais em consultoria e tecnologia da informação, é assim:
Neste espectro, o diferencial do hidrogênio verde é a exigência por energia limpa no processo para obtê-lo. No caso do Brasil, o país tem potencial para ser um grande produtor e exportador porque tem recursos abundantes nesta área. Para você ter uma ideia, quase 84% da energia produzida aqui veio de fontes renováveis em 2023, segundo o Ministério de Minas e Energia.
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