
O governo federal aprovou o novo Plano Clima, documento que vai orientar as políticas de enfrentamento às mudanças climáticas no país até 2035. A validação ocorreu na última segunda-feira (15), no âmbito do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), e a expectativa é que o plano entre em vigor nos próximos dias, após publicação no Diário Oficial da União.
Atualizado após mais de uma década desde sua primeira versão, o Plano Clima consolida estratégias de mitigação e adaptação e reúne planejamentos setoriais que envolvem governos, setor privado e sociedade civil. O instrumento também funciona como um guia para o cumprimento da meta brasileira no Acordo de Paris, que prevê a redução de emissões de gases de efeito estufa entre 59% e 67% até 2035, em relação aos níveis de 2005.
O Plano Clima é estruturado a partir de dois grandes eixos. O primeiro trata da redução das emissões, por meio da Estratégia Nacional de Mitigação, que reúne oito agendas setoriais. O segundo é a Estratégia Nacional de Adaptação, composta por 16 agendas voltadas à preparação do país para os impactos do aquecimento global, como eventos extremos de chuva e seca.
Segundo o secretário nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Aloisio Lopes de Melo, o plano atua como um orientador geral das ações.
Ele afirma que, além de reduzir emissões, o documento organiza iniciativas para que municípios e estados adotem modelos de desenvolvimento urbano mais sustentáveis, com foco em mobilidade pública, eletrificação dos transportes, uso de biocombustíveis e menor dependência de combustíveis fósseis. As informações são da Agência Brasil.
Como roteiro de implementação da meta climática brasileira, o Plano Clima estabelece objetivos específicos para oito setores: agricultura e pecuária; mudanças no uso da terra em áreas públicas e privadas; energia; indústria; transportes; cidades; e resíduos sólidos e efluentes domésticos. A meta é reduzir as emissões nacionais de 2,04 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente, registradas em 2022, para até 1,05 bilhão de toneladas em 2035.
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