
Há mais de 700 anos, um caso medieval de “violência crua” acabou com a vida de jovem homem com quatro espadadas na cabeça, segundo novo estudo do “caso medieval arquivado”.
A brutalidade dos ferimentos sugere que o assassinato talvez seja “caso de exagero”, segundo a autora líder do estudo, Chiara Tesi, antropologista no Centro de Osteoarqueologia e Paleopatologia da Universidade de Insubria, na Itália, em entrevista ao Live Science.
Tesi e seus colegas analisaram os restos mortais da vítima com técnicas forenses modernas, incluindo tomografia computadorizada e microscopia digital de precisão para checar as lesões no crânio.
“O indivíduo foi provavelmente pego de surpresa pelo agressor” e não conseguiu proteger adequadamente a cabeça, disse. Após atacar inicialmente a vítima pela frente, o assassino parece ter perseguido o homem quando ele se virou, provavelmente tentando escapar, pois as feridas mais profundas foram infligidas por trás, de acordo com estudo publicado na edição de dezembro do Journal of Archaeological Science: Reports.
Os arqueólogos descobriram o esqueleto da vítima em 2006 na igreja de São Biagio em Cittiglio, pequena cidade localizada na província de Varese, Itália. As partes mais antigas da edificação datam do século VIII a.C., mas o esqueleto danificado foi encontrado em tumba em átrio construído perto da entrada no século XI; a datação por radiocarbono indica que a vítima foi enterrada ali antes de 1260 d.C.
O novo estudo sugere que a vítima era um homem que tinha entre 19 e 24 anos quando foi assassinado. Um estudo da escavação publicado em 2008 no jornal Fasti Online observou alguns de seus ferimentos, mas Tesi disse que o novo estudo revelou mais ferimentos e a sequência do assassinato.
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