Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 18 de março de 2025 · 2 min de leitura ·

Homo georgicus pode ter sido o primeiro hominídeo a sair da África

Homo georgicus pode ter sido o primeiro hominídeo a sair da África

Há evidências de que o primeiro ser-humano ancestral saiu do continente africano há cerca de dois milhões de anos. Porém, uma dúvida ronda o meio científico: qual espécie teria realizado esse feito? O Homo erectus é geralmente visto como o melhor candidato, mas um novo estudo pode mudar isso e reacender o debate.

Em 1991, pesquisadores encontraram o indício fóssil mais antigo da presença humana fora da África numa vila medieval em Dmanisi, na Geórgia. Os restos mortais no local são datados do período entre 1,8 e 1,85 milhões de anos atrás, sendo um deles um maxilar identificado como uma forma primitiva do H. erectus, mas essa constatação começou a ser questionada.

A equipe, composta por cientistas australianos e espanhóis, recuperou cinco crânios do sítio arqueológico e os classificaram como Homo georgicus. Alguns pesquisadores acreditam que o H. georgicus é apenas uma versão inicial do H. erectus, que surgiu na África há 1,9 milhões de anos. 

Porém, outros grupos discordam e sugerem que os fósseis em Dmanisi pertencem ao Homo ergaster. Acerca desse espécime, há também a dúvida de se era uma espécie separada ou apenas uma variação do H. erectus.

Os autores fizeram a proposta de que os restos mortais no sítio arqueológico são provavelmente de duas diferentes espécies humanas. Uma eles designaram como H. georgicus, enquanto os outros quatro crânios fariam parte de uma “espécie sem nome”.

“Em nossas análises filogenéticas, nenhum dos hominídeos de Dmanisi forma um táxon irmão de H. erectus ou H. ergaster”, escrevem os pesquisadores.

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