Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 24 de janeiro de 2024 · 2 min de leitura ·

Hubble captura galáxia espiral a 130 milhões de anos-luz da Terra

Hubble captura galáxia espiral a 130 milhões de anos-luz da Terra

Uma imagem recém-divulgada feita pelo Hubble, telescópio espacial da NASA em parceria com a Agência Espacial Europeia (ESA), mostra uma galáxia espiral bem distante da Terra – a 130 milhões de anos-luz, para ser exato – denominada IC 438. 

Ela habita a constelação de Lepus (“a lebre”), que é cercada por outras mais conhecidas, como Canis Major, Orion e Canis Minor.

Obtida em 2021 para que os cientistas pudessem estudar as consequências de uma explosão de supernova que aconteceu em 2017 (da perspectiva da Terra), a imagem foi publicada pela ESA nesta segunda-feira (22) no X (antigo Twitter).

📷 The NASA/ESA @HUBBLE_space Telescope has captured an image of the spiral galaxy IC 438.Hubble started studying this galaxy after type Iax supernova took place in 2017, a kind of supernova that arises from two stars combining.🔗 https://t.co/KZRgjrLQ4K pic.twitter.com/7WIi5oP5Sn

Embora o registro não mostre as consequências imediatas ou o momento em que a explosão ocorreu, ele ainda conta uma história astronômica muito importante. “Com a resolução angular requintada do Hubble em comprimentos de onda visíveis, os astrônomos agora podem estudar as estrelas na região ao redor da supernova, permitindo estimar melhor a idade e o tipo de estrela que explodiu”, disse Chris Evans, cientista do projeto Hubble da ESA, nesta terça-feira (23). “Este é um excelente exemplo de onde as capacidades únicas do Hubble em comprimentos de onda ultravioleta e óptico continuam a nos dar novas e empolgantes visões do Universo”.

Evans disse ainda que, “juntamente com as poderosas capacidades infravermelhas do Telescópio Espacial James Webb (NASA/ESA/CSA), as imagens e espectroscopia do Hubble em comprimentos de onda mais curtos nos fornecem informações críticas de que precisamos para aprofundar nossa compreensão de objetos como supernovas e outros transientes astronômicos”.

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