
Quando as galáxias se fundem umas com as outras, esse encontro não só cria um show de luzes espetacular, como também dá origem a novas estrelas – e até mesmo planetas. Uma imagem registrada pelo Telescópio Espacial Hubble, da NASA, mostra nitidamente esse processo.
A atração gravitacional que força as colisões entre as galáxias cria algo conhecido como “cauda de maré” – uma longa e fina região das estrelas e gás interestelar. Embora já tenha passado mais de 30 anos em operação, o Hubble continua tão potente que pode enxergar aglomerados de estrelas recém-nascidas nestes “cordões de pérolas”.
A string of stars ⭐The galaxy AM 1054-325 has been pulled into a distorted shape by the gravitational force of a neighboring galaxy.As a result, newborn clusters of stars form along a stretched-out galactic tidal tail for thousands of light-years: https://t.co/SgNNjSaBTo pic.twitter.com/jhvHEC0tcQ
Ao analisar os dados de arquivo do equipamento e de outras fontes, cientistas observaram 12 galáxias em interação e, ao longo das caudas das galáxias, encontraram 425 aglomerados de estrelas recém-nascidas. Segundo eles, cada um desses aglomerados pode conter até um milhão de estrelas azuis bebês.
Esses aglomerados estelares em caudas de maré são jovens, com apenas 10 milhões de anos de idade. Eles continuam se formando ao longo das caudas que se estendem por milhares de anos-luz.
Os autores do estudo, que foi publicado no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, descobriram que antes das galáxias se fundirem, elas eram cheias de nuvens de gás e poeira. Mas quando elas se encontraram, essas nuvens se chocaram, criando uma tempestade de nascimento de estrelas.
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