
A pequena Ilha de Tatuoca, no Pará, pode ser fundamental para entender uma anomalia magnética que tem atuado sobre regiões brasileiras há séculos e que intriga os cientistas até hoje. O local abriga o Observatório Magnético de Tatuoca, que participa de uma rede global que monitora o campo magnético da Terra.
Dados obtidos pelo observatório, fundado em 1957, servem de base para estudos sobre as profundezas do planeta e para desenvolver aplicações práticas, como a navegação de satélites. Além disso, o local está em posição estratégica, o que faz dele um grande aliado da ciência.
A história científica da ilha teve início em 1917. Na época, começaram a ser realizadas medições do campo magnético na margem equatorial brasileira, região que receberia um experimento durante um eclipse para comprovar a Teoria da Relatividade, de Albert Einstein.
A região da costa do Pará e entorno da ilha chegou a ser cogitada para receber as observações do eclipse, mas foi descartada devido à grande presença de nuvens. Depois, em 1933, a ilha recebeu uma estação magnética temporária.
Foi apenas em 1957 que foi criado o Observatório Magnético de Tatuoca. Ela é a estação científica mais antiga em funcionamento ininterrupto na Amazônia e ocupa uma posição estratégica para monitorar o equador magnético, região onde o campo magnético da Terra é paralelo à superfície. As informações são do UOL.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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