
O El Niño foi protagonista em 2023: o fenômeno que aqueceu as águas do Oceano Pacífico provocou ondas de calor no Brasil e causou incêndios, inundações e alteração do esquema de chuvas ao redor do mundo. Apesar de ele acontecer naturalmente durante meses seguidos a cada dois a sete anos, especialistas acreditam que as mudanças climáticas tenham o intensificado.
No Brasil, as temperaturas elevadas quebraram recordes e foram sentidas durante o mês de novembro. Ao redor do continente, as alterações climáticas estão ameaçando espécies e provocando surtos de vírus.
O The Washington Post fez um compilado de cinco consequências do El Niño preocupantes na América Latina, incluindo aumento nos casos de dengue e a morte em massa de uma espécie nativa brasileira, o boto-cor-de-rosa.
O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários já havia afirmado em outubro que a Bolívia estava passando por crise desencadeada pela crise climática e pelo El Niño.
Começou com onda de calor e seca. Depois, as chuvas aumentaram, causando inundações no solo, que não estavam prontos para receber tamanha umidade. Pelo menos duas pessoas morreram em enchentes e outras centenas perderam as casas.
O Programa Alimentar Mundial ainda disse que alguns grupos demográficos no país, como grupos indígenas ou mulheres em áreas rurais, estavam mais sujeitos aos efeitos das mudanças climáticas.
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