Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 15 de agosto de 2025 · 2 min de leitura ·

James Webb descobre 300 objetos de brilho tão intenso que desafiam a ciência

James Webb descobre 300 objetos de brilho tão intenso que desafiam a ciência

Usando imagens de campo profundo do Telescópio Espacial James Webb (JWST), da NASA, pesquisadores da Universidade do Missouri, nos EUA, identificaram 300 objetos excepcionalmente brilhantes no Universo primordial. A descoberta foi publicada no periódico científico The Astrophysical Journal.

Embora possam ser galáxias, os cientistas ainda não sabem ao certo. Galáxias formadas logo após o Big Bang deveriam ser fracas e pequenas, limitadas pela velocidade de formação de estrelas. No entanto, esses objetos brilham muito mais do que os modelos atuais preveem.

“Se mesmo alguns desses objetos forem o que pensamos, nossa descoberta poderá desafiar ideias atuais sobre a formação das primeiras galáxias”, disse Haojing Yan, coautor do estudo, em um comunicado.

Para localizá-los, a equipe usou a técnica de “dropout“, que identifica objetos que aparecem em luz vermelha, mas somem em azul. Isso indica que estão muito distantes, mostrando o Universo como ele era há mais de 13 bilhões de anos.

A distância foi estimada analisando o brilho em diferentes comprimentos de onda, revelando idade, massa e desvio para o vermelho. Os instrumentos de infravermelho do JWST foram essenciais, pois são capazes de detectar a luz que viaja por bilhões de anos-luz.

“À medida que a luz dessas galáxias viaja pelo espaço, ela se alonga, passando da luz visível para o infravermelho”, explicou Yan. Esse alongamento, chamado desvio para o vermelho, indica a distância e aproximação ao início do Universo.

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