
Descoberta em 1999, a estrela TRAPPIST-1, uma anã vermelha ultrafria, desperta a curiosidade dos astrônomos. Em 2017, quando a NASA anunciou que o astro hospedava planetas similares à Terra em sua zona habitável, o entusiasmo da comunidade científico aumentou e os caçadores de exoplanetas ficaram obcecados com a estrela, que agora está sendo observada pelo James Webb
Já foram contabilizados sete planetas, que orbitam a TRAPPIST-1, quase os oito do Sistema Solar. A partir de tantas informações relevantes e da semelhança entre os sistemas, é possível que a TRAPPIST-1 abrigue planetas como a Terra, capazes de ter vida? Ou é apenas uma mera semelhança e os planetas ao redor dessa estrela são inóspitos?
O Telescópio Espacial James Webb, dentre as suas inúmeras atribuições, também ficou incumbido de explorar esse sistema planetário e revelar a sua verdadeira natureza. Graças a sua capacidade de identificar a atmosfera de um exoplaneta, o equipamento está observando cada um dos sete planetas do TRAPPIST-1, em seu primeiro ano de atuação.
Localizada a 39 anos-luz da Terra, a estrela não é parecida com o Sol. O que deixa os caçadores de planetas animais são os três planetas, descobertos em 2017, que orbitam esse astro. O já aposentado Telescópio Espacial Spitzer, que confirmou a existência desses planetas, após mil horas de observação do sistema TRAPPIST-1. Além disso, o telescópio conseguiu dados importantes, como: a massa e o raio de cada um dos mundos, o que permitiu cálculos básicos das densidades dos planetas, todos semelhantes aos da Terra.
Agora que a composição desses planetas já é conhecida, o próximo passo é descobrir se a atmosfera deles é compatível com a da Terra. Em entrevista à Space.com, a pesquisadora Nikole K. Lewis, cientista de exoplanetas da Universidade de Cornell, é um das responsáveis por co-liderar uma equipe que em 2018 usou o Telescópio Espacial Hubble para escanear as atmosferas desses planetas.
Por enquanto, Lewis disse que “não vimos nenhum sinal de atmosferas, mas sabemos que elas não têm grandes atmosferas fofas ricas em hidrogênio e hélio que você poderia esperar”. Tais atmosferas estão mais associadas a planetas gigantes gasosos como Saturno e Júpiter.
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