Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 27 de julho de 2022 · 2 min de leitura ·

Jaqueta usada na Lua bate recorde de valor em leilão

Jaqueta usada na Lua bate recorde de valor em leilão

Quão caro você já pagou em uma jaqueta? Bem, alguém pagou mais de 2 milhões de dólares em uma, mas existe um motivo especial: essa foi a jaqueta que Buzz Aldrin, um dos astronautas da Apollo 11, usou durante o primeiro pouso de humanos na Lua.

Com isso, a jaqueta do astronauta, arrematada por US$ 2.772.500, se tornou a peça de memorabilia espacial (roupas, objetos ou itens cujo valor está na memória) mais cara já vendida em um leilão. O antigo detentor do recorde também esteve na Apollo 11, o Medalhão Robbins, que voou com ninguém mais ninguém menos que Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua.

A segunda principal peça usada no leilão não teve tanta sorte quanto a estilosa jaqueta espacial e foi vendida por um valor abaixo do esperado. “Buzz Aldrin: American Icon”, a caneta usada pelo astronauta na missão foi arrematada por “apenas” US$ 650 mil, distantes dos US$ 1 milhão esperado pela empresa que realizou o leilão. Apesar disso, provavelmente deve fazer dessa a caneta usada mais cara da história.

Ao todo, foram oito categorias de materiais contendo diversos itens relacionados à missão Apollo 11 e à caminhada espacial da missão Gemini XII. Alguns, como é o caso da jaqueta de Buzz Aldrin, são itens únicos, mas outras categorias têm vários objetos – como os “inúmeros documentos pertinentes”, que trazem manuais de operação de todos os aparatos empregados nas missões.

Os itens sob a posse de Aldrin configuram a única ocasião onde peças de vestuário usadas por astronautas da NASA serão vendidas de uma coleção particular para a outra: as jaquetas usadas por Neil Armstrong e o terceiro tripulante da Apollo 11, Michael Collins, estão guardadas no Museu Smithsonian, e são consideradas bens públicos.

No passado, a NASA bem que tentou impedir, por meio de um processo judicial, que amostras do solo lunar coletadas por Aldrin e Armstrong fossem vendidas de forma privada, mas a agência acabou derrotada na ação.

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