Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 24 de novembro de 2021 · 2 min de leitura ·

Lagosta “algodão-doce”: o que explica essa coloração rara?

Lagosta “algodão-doce”: o que explica essa coloração rara?

Um grupo de pescadores dos EUA, teve uma encantadora surpresa ao conferir suas redes armadas em Casco Bay, uma enseada do Golfo do Maine. Acostumados a fisgar os mais variados tipos de frutos do mar, eles mal podiam acreditar no que viam: uma lagosta azul cintilante, salpicada de manchinhas de diversos outros tons de azul.

“Estávamos medindo e escolhendo lagostas em nossas armadilhas e, de repente, esse brilho surgiu em uma das redes”, disse Bill Coppersmith em entrevista à rádio NPR. “Eu disse ‘uau, olha isso’, e agarrei aquela lagosta. Então, um dos meus ajudantes disse que parecia um algodão-doce”.

Coppersmith batizou a lagosta fêmea de Haddie, em homenagem à sua neta de 8 anos. Ele e seus colegas acreditam que ver uma lagosta assim é algo que acontece uma em 100 milhões de vezes.

Não se sabe exatamente quantos exemplares existem na natureza, mas, segundo Mark Murrell, dono da empresa de frutos do mar Get Maine Lobster, da qual Coppersmith é funcionário, o crustáceo azul bebê é avistado uma vez a cada quatro ou cinco anos.

“É a primeira vez que vejo um pessoalmente”, disse Murrell ao The Washington Post. “Você coloca sob uma luz diferente, e é incrível. Ela realmente começa a brilhar e diferentes cores surgem: azul, rosa, aqua. É iridescente como o interior de uma concha”.

A razão para esse efeito “furta-cor” no casco de Haddie é provavelmente uma mutação genética. No entanto, biólogos marinhos não descartam a possibilidade de haver relação com a alimentação do animal.

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