
Os resíduos gerados pelas usinas nucleares, comumente chamados de lixo nuclear, podem gerar graves problemas para o meio ambiente em função da radiação presente neles. Por isso, estes materiais são colocados em recipientes especiais e descartados em locais com revestimento de concreto, devendo permanecer confinados por um período longo que varia de 50 a 300 anos.
Agora, no entanto, a Finlândia criou um projeto pioneiro que pretende servir como um modelo para o mundo inteiro quando o assunto é o descarte de lixo nuclear. Além disso, seria uma forma de descartar o material para sempre e não temporariamente, como acontece hoje.
Para isso, o governo do país europeu criou um enorme espaço que poderá armazenar os materiais radiativos por 100 mil anos. A ideia é embalar o lixo nuclear e depositar no buraco, localizado no leito rochoso a mais de 400 metros abaixo das florestas do sudoeste da Finlândia.
A operação de descarte deve começar no ano que vem e será de responsabilidade da empresa Posiva. Segundo analistas, o projeto coloca o país nórdico “pelo menos uma década” à frente de outras nações. As informações são da CNBC.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Lucas Soares é editor de Ciência e Espaço no Olhar Digital e formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.
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