
Neste sábado (9) às 04h57 (horário de Brasília) entramos oficialmente na Lua Cheia de agosto, que recebe o curioso nome de Lua do Esturjão. Para quem não sabe, esturjão é um tipo de peixe, e a denominação dessa lua foi dada em razão da época em que esse animal é encontrado em grande quantidade e pescado mais facilmente nos Grandes Lagos da América do Norte, entre o Canadá e os EUA.
De acordo com o Old Farmer’s Almanac (Almanaque do Velho Fazendeiro), uma das publicações mais tradicionais dos EUA, a lua cheia de cada mês do ano tem uma designação própria. Em 2025, já tivemos seis luas cheias e, depois da Lua do Esturjão, temos mais quatro pela frente.
Com cerca de 2,5 metros de comprimento e pesando até 125 kg, o esturjão de água doce é a maior e mais antiga espécie de peixe dos Grandes Lagos, sendo uma fonte essencial de alimento para tribos nativas americanas que viviam nas redondezas entre os séculos 17 e 18. Esse peixe apareceu pela primeira vez em registros fósseis há mais de 200 milhões de anos.
Embora esse seja o nome mais popular, a Lua do Esturjão também é chamada de Lua do Arroz, designação dada pelo povo ameríndio Anishinaabe, em razão de agosto ser a época de colheita em suas plantações de arroz selvagem.
Alguns europeus chamavam essa lua cheia de Lua Relâmpago, uma vez que há tempestades frequentes com trovões e alta incidência de raios durante o fim do verão no norte do continente. Outro termo vindo da Europa é Lua de Milho, indicando a fase mais propícia para colher esses grãos.
Nesta semana falamos de outro “fenômeno” lunar deste mês de agosto, a “Lua Negra”, no dia 23. É preciso ressaltar que o termo, surgido recentemente, não tem nenhuma validação científica nem é adotado pela astronomia. Então, o que ele significa?
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