
Pesquisadores avistaram misteriosas “fitas” brancas entrelaçadas através da aurora boreal. Novas imagens revelam que esses brilhos podem aparecer ao lado das auroras vermelhas e verdes, as mais comuns.
No entanto, esses clarões não são como os outros fenômenos boreais e austrais. Cientistas relatam, em um novo artigo no periódico Nature Communications, que os raios iluminados podem surgir através de um processo parecido com o brilho lilás de nome STEVE, outro caso que intriga pesquisadores da área.
A equipe da Universidade de Calgary, no Canadá, notou pela primeira vez algo estranho na aurora boral por meio de fotos especiais. Na missão Transition Region Explorer, ou TREx, uma rede de câmeras de baixa luminosidade e outros equipamentos são dedicados à detecção do ambiente espacial próximo à Terra.
Enquanto outras ferramentas para captar imagens aurorais coletam apenas comprimentos de luz vermelha e verde, as câmeras TREx geram imagens coloridas. Isso permite ao grupo ver além dos espectros luminosos já conhecidos pelos cientistas.
Um dia, em 2023, a física espacial Emma Spanswick estava revisando algumas dessas fotos com um colega. “Vimos uma coisa muito, muito estranha. Era um tipo de mancha cinza e branca”, diz ela ao site Space News. “Nós dois pensamos: ‘O que é isso?’”
Após ver faixas esbranquiçadas em outras imagens, ela contatou a equipe para fazer uma pesquisa mais abrangente usando os dados anteriores do TREx. Eles encontraram 30 auroras brancas sobre Rabbit Lake e Lucky Lake, no estado de Saskatchewan, de 2019 a 2023.
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