
O cadáver de mamute mais bem preservado já descoberto é de uma jovem fêmea. Chamada de Yuka, ela acaba de revelar uma surpresa. Ao analisar marcas na pele do animal, pesquisadores determinaram que a fera foi abatida por humanos há 39.000 anos, fornecendo assim a evidência mais antiga da presença de pessoas no Ártico.
Para conduzir a investigação, os autores do estudo conduziram uma série de experimentos.
As descobertas sugerem que os humanos abateram o animal para obter carne. Como tal, as marcas de corte na pele da criatura representam “a mais antiga evidência” de presença humana na zona ártica.
Descoberta em 2010 no extremo norte da Sibéria, acredita-se que Yuka tinha entre seis e nove anos quando morreu. Cientistas acreditam que seu cadáver congelou após cair em um lago, permitindo que permanecesse em boas condições por quase 40 mil anos.
Desde sua recuperação, estudos iniciais no cadáver antigo revelaram que ele ainda continha sangue líquido, enquanto alguns núcleos celulares da criatura continuam a mostrar sinais de atividade biológica.
Gabriel Sérvio é formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário Geraldo Di Biase e faz parte da redação do Olhar Digital desde 2020.
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