Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 16 de agosto de 2022 · 2 min de leitura ·

Mão biônica pode ser atualizada remotamente de qualquer lugar do mundo

Mão biônica pode ser atualizada remotamente de qualquer lugar do mundo

Advogada e ex-nadadora paralímpica, a australiana Jessica Smith nasceu sem a mão esquerda. Ela sempre teve uma relação difícil com as próteses, chegando a sofrer um acidente quando criança com uma chaleira fervendo, queimando 15% de seu corpo. Até que, aos 37 anos, foi apresentada por uma empresa britânica à mão biônica Nexus, que mudou totalmente suas convicções.

“Sempre houve uma associação entre o fato de que esse auxílio protético não ajudou de verdade, criando o evento mais traumático da minha vida”, disse ela à agência de notícias Reuters.

Ao ser abordada pela empresa Covvi, com sede em Leeds, na Inglaterra, desenvolvedora da Nexus, Jessica viu ali um desafio emocional. “Acho que estava pronta para tentar algo assim”.

As mãos biônicas convertem impulsos elétricos dos músculos do braço em movimento alimentado por motores, permitindo que o usuário segure um copo e abra uma porta, por exemplo.

O maior destaque da Nexus, segundo Simon Pollard, fundador da Covvi, é a adição do sistema bluetooth ao dispositivo para permitir que os técnicos da empresa o atualizem por meio de um aplicativo. “O fato de podermos mudar remotamente algumas das coisas que o cliente quer é uma coisa realmente poderosa e uma novidade para o mercado”.

Algumas mãos biônicas concorrentes também podem ser controladas por aplicativos, mas Pollard disse que a capacidade de falar com um único dispositivo diferencia a Nexus.

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