
Mercúrio é um dos planetas mais difíceis de se observar no Sistema Solar, principalmente devido ao seu tamanho pequeno e à proximidade com o Sol.
De fato, há períodos em que ele realmente nem aparece no céu noturno – quando está passando pela chamada conjunção solar, como aconteceu no fim do mês passado, conforme noticiado pelo Olhar Digital.
De acordo com o guia de observação astronômica In-The-Sky.org, isso acontece uma vez em cada ciclo sinódico do planeta, o período necessário para um corpo planetário chegar à mesma posição relativa ao Sol, quando observado a partir da Terra – que no caso de Mercúrio é de 116 dias.
Segundo Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON) e colunista do Olhar Digital, Mercúrio retorna à paisagem celeste esta semana, aparecendo no horizonte oeste no início das noites.
Após voltar a fazer parte aos poucos da paisagem celeste, Mercúrio passará por alguns marcos importantes. Na próxima sexta-feira (22), o planeta atinge o ponto mais alto do céu noturno.
Atualmente, Mercúrio é visível cerca de 45 minutos após o pôr do Sol, muito próximo do horizonte a oeste. Ele aparece como uma “estrela” muito brilhante reluzindo um tom amarelo-alaranjado. No momento, o planeta está em uma magnitude de -1,3, o que o coloca em quarto lugar entre os corpos mais brilhantes do céu, atrás de Vênus, Júpiter e da estrela Sirius.
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