
A humanidade tem buscado desenvolver tecnologias que possibilitem viagens espaciais mais rápidas, que permitirão ir até pontos fora do sistema solar em escalas de tempo humana. Apesar de ainda estarmos longe de conseguir isso, algumas tecnologias são promissoras.
Os métodos de propulsão atuais levariam de 19 mil a 81 mil anos para chegar na estrela mais próxima do Sol, a Próxima Centauri, que está 4,25 anos-luz de distância. Com isso, para que missões para lugares mais distantes do Sol sejam realizadas de forma mais rápida, pesquisadores e engenheiros espaciais têm estudando tecnologias que podem acelerar espaçonaves não tripuladas em uma pequena fração da velocidade da luz. Um desses métodos é o “Pellet-Beam Propulsion for Breakthrough Space Exploration” recentemente proposta por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA).
Usando um conceito de viga de pellets, a tecnologia poderia levar uma espaçonave de até 900 kg em viagens espaciais até a borda do sistema solar em menos de 20 anos. O projeto foi um dos quatorze selecionados pelo programa NASA Innovative Advanced Concepts (NIAC) e já recebeu cerca de 175 mil dólares em doações. A proposta combina trabalhos com propulsão por energia direcionada (DEP) e tecnologia de vela leva para criar uma Lente Solar Gravitacional.
O Solar Gravity Lens, selecionado também pelo programa NIAC em 2020, seria o telescópio gravitacional já construído. Ele usa o fenômeno previsto na Teoria da Relatividade Geral de Einstein de amplificação da luz ao passarem por objetos massivos que distorcem o espaço-tempo. Esse efeito permite que simplifiquemos a imagem e objetos distantes possam ser observados por astrônomos com maior precisão e resolução.
No entanto, esse fenômeno permite que observemos objetos a milhares ou até mesmo milhões de anos-luz da Terra com maior facilidade do que objetos mais próximos como exoplanetas que orbitam Próxima Centauri.
A região focal do Sol inicia-se a cerca de 500 UA (500 vezes a distância da Terra e do Sol) da estrela. Um telescópio localizado nessa região permitirá que observações fossem feitas com a mesma resolução de um telescópio com espelho primário de cerca de 100 quilômetros de diâmetros. Mas levar um telescópio até esse ponto em um rápido intervalo de tempo é o problema.
Entre para comentar.