
Uma equipe internacional de pesquisadores liderada pela astrofísica Nora L. Eisner, do Instituto Flatiron, em Nova York, publicou recentemente um estudo no periódico The Astronomical Journal relatando a descoberta de um mundo fora do Sistema Solar que é um verdadeiro enigma planetário.
Os astrônomos costumavam pensar que o Sistema Solar, com seu Sol estável e de meia-idade, pequenos planetas rochosos em órbitas próximas e gigantes gasosos mais distantes, fosse um caso típico. No entanto, à medida que a tecnologia de caça a planetas avança, essa suposição se mostra cada vez menos precisa.
Astronomers, aided by citizen scientists, discovered a Neptune-like planet named TOI 4633 c, nicknamed Percival, in a unique star system with two stars and potentially another exoplanet. 1/👉🏻 https://t.co/wVIesgQ8Z0 pic.twitter.com/Jr24RawbeM
Outros sistemas planetários podem apresentar configurações muito diferentes – e, até mesmo, estranhas. Um exemplo é o sistema TOI 4633, onde fica o misterioso “mini-Netuno” da pesquisa de Eisner.
Denominado TOI 4633 c, esse exoplaneta tem uma órbita de 272 dias ao redor de uma das duas estrelas que compõem o sistema. As órbitas dessas estrelas, juntamente com as dos planetas, levantam questões sobre a formação e estabilidade dos sistemas planetários.
Entre os diversos exoplanetas confirmados em nossa galáxia, a maioria foi detectada pelo método de “trânsito”, que mede a diminuição da luz estelar quando um planeta passa na frente de sua estrela. E a maior parte dessas detecções envolve planetas com órbitas curtas, cujos “anos” duram apenas alguns dias ou semanas terrestres.
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