
Os dermatologistas que me perdoem, mas eu não passo protetor solar todos os dias. E posso apostar aqui com vocês que mais da metade da população mundial faz exatamente a mesma coisa (embora não possa comprovar cientificamente). Você mesmo que está lendo esse texto agora: duvido que você se proteja diariamente dos raios ultravioletas.
Eu, por outro lado, sempre passo o protetor quando vou à praia. E nunca tiro o excesso quando entro no mar. Mais uma vez, não existe pesquisa que meça isso, mas aposto de novo que a maioria das pessoas faz o mesmo.
Só que essa prática aparentemente inofensiva causa prejuízo à fauna e flora marinhas. O acúmulo de algumas das substâncias contidas nesses produtos, como a oxibenzona e o octilmetoxicinamato, provoca alterações no meio ambiente, principalmente nos corais, podendo levar ao branqueamento deles. Primeiro eles perdem a cor e depois morrem.
E não estamos falando de pouco protetor solar nos oceanos. De acordo com a organização ambientalista Green Cross, despejamos algo em torno de 25 mil toneladas desse material nos mares. Especialistas estimam que, desse total, pelo menos 6 mil toneladas atingem os recifes de corais.
Ah, mas os corais têm tanta importância assim? A resposta é sim! Os recifes de corais servem de abrigo para pelo menos um quarto de toda a vida marinha. Além disso, eles são fonte de proteínas para algumas espécies — e são ingredientes para alguns medicamentos do ser humano.
Pensando nisso, um grupo de cientistas criou um protetor solar que é inofensivo para o meio ambiente. Isso acontece porque um dos principais ingredientes é o mesmo que pigmenta a pele de polvos e lulas.
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