
Conforme noticiado frequentemente no Olhar Digital, o Sol costuma gerar uma série de erupções, de menor ou maior intensidade, conhecidas como explosões solares. Esses eventos podem agir sobre o clima espacial, sendo por vezes capazes de interferir nas comunicações e na infraestrutura de energia na Terra.
Mesmo diante desse quadro mais extremo, podemos nos considerar sortudos pelo nosso planeta não orbitar uma estrela que produza as chamadas “superexplosões”. Esses eventos podem ser de 100 a 10 mil vezes mais energéticos do que as explosões solares mais poderosas já observadas.
Se uma superexplosão surgisse do Sol, ela poderia causar danos graves à atmosfera terrestre e às formas de vida que dela dependem. Felizmente, esses são fenômenos observados em estrelas tão distantes que parecem meros pontos de luz no céu, do nosso ponto de vista aqui na Terra.
Os astrônomos têm se dedicado a entender por que algumas estrelas têm esses eventos tão violentos. Recentemente, uma equipe de pesquisadores do Centro Mackenzie de Radioastronomia e Astrofísica da Universidade Presbiteriana Mackenzie, no Brasil, e da Escola de Física e Astronomia da Universidade de Glasgow, no Reino Unido, embarcou em uma missão para investigar dois suspeitos principais de serem responsáveis por essas superexplosões.
Para isso, eles mergulharam nos dados de 37 superexplosões do sistema estelar binário Kepler-411, além de outras cinco provenientes da estrela Kepler-396. E o que eles descobriram é fascinante e desafiador para a compreensão atual desses eventos cósmicos.
Acredita-se que as explosões estelares ocorram quando a energia magnética acumulada na atmosfera de uma estrela é repentinamente liberada, causando o que os cientistas chamam de “reconexão magnética”. Esse mecanismo é similar ao que ocorre nas explosões solares, embora as superexplosões sejam de uma escala muito maior.
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