
Buracos negros supermassivos (SMBHs) estão presentes nos centros das grandes galáxias, como a Via Láctea, onde Sagitário A* (Sgr A*) reside com uma massa de quatro milhões de vezes a do Sol.
A primeira imagem de um buraco negro foi capturada em 2017, no centro da galáxia M87. Cinco anos depois, apareceu a primeira imagem de Sgr A*, com ambas representando uma revolução no campo da astrofísica.
Há tempos, cientistas buscam entender quando e como esses gigantes cósmicos se formaram. No caso de Sgr A*, uma nova pesquisa sugere que ele pode ter surgido após uma fusão galáctica ocorrida há cerca de nove bilhões de anos.
Esses buracos negros são tão massivos que nem mesmo a luz consegue escapar de sua gravidade, o que os torna extremamente difíceis de estudar. No entanto, avanços recentes, como as observações realizadas pelo Telescópio do Horizonte de Eventos (EHT, na sigla em inglês), abriram novas portas para a compreensão desses fenômenos.
Com base nesses dados, os astrofísicos Yihan Wang e Bing Zhang, da Universidade de Nevada, nos EUA, conduziram uma pesquisa, publicada este mês na revista Nature Astronomy, que sugere que Sgr A* provavelmente se formou por meio de uma fusão entre a Via Láctea e uma galáxia satélite há muito desaparecida, conhecida como Gaia-Enceladus.
Os SMBHs crescem de duas maneiras principais: acumulando matéria ao longo do tempo ou por meio de fusões. Em relação ao Sgr A*, os pesquisadores acreditam que a fusão com Gaia-Enceladus desempenhou um papel crucial em sua formação. Isso explicaria algumas das características peculiares do buraco negro, como sua rápida rotação e o desalinhamento em relação ao plano galáctico da Via Láctea.
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