
Algumas simulações de como os objetos do sistema solar se formaram têm sido bem satisfatórias para a compreensão de eventos que aconteceram há bilhões de anos atrás. Nesse sentido, com as técnicas usuais é mais simples identificar sua origem dos planetas gasosos, no entanto existe uma extrema dificuldade nos rochosos, principalmente Mercúrio.
Agora, um novo estudo publicado no arXiv pontua que para entender a formação dos planetas rochosos é preciso colocar os gigantes gasosos na equação. Mas mesmo assim Mercúrio continua muito estranho.
Os astrônomos investigaram diversas possibilidades para que isso pudesse acontecer e uma delas parece bastante plausível.
Na origem do sistema solar, ao invés de todos os planetas, existia um único disco protoplanetário de gás e poeira e dezenas de protoplanetas que viriam a colidir e fundir para formar objetos maiores. Os astrônomos acreditam que a borda interna do disco de poeira e gás provavelmente estava sem muita matéria para a formação de planetas.
Outro fator que pode ter influenciado o tamanho de Mercúrio é a posição em que os gigantes gasosos estavam. Os planetas gasosos provavelmente se formaram em locais diferentes de onde atualmente estão orbitando. Enquanto eles migravam pelo sistema solar, o disco interno se desestabilizou e removeu ainda mais material.
A partir disso, os protoplanetas restantes na borda interna do disco de gás e poeira teriam se chocado frequentemente. Isso resultou em uma grande quantidade de metais pesados que vieram a formar Mercúrio.
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