
Um artigo publicado no periódico científico The Astrophysical Journal Letters descreve a descoberta de hidreto de cromo (CrH), uma molécula relativamente rara e particularmente sensível à temperatura, em um exoplaneta a pouco mais de 1.350 anos-luz da Terra.
Segundo a astrônoma Laura Flagg, principal autora do estudo, essa molécula serve como um “termômetro” para estrelas, por ser abundante apenas em uma estreita faixa entre 930ºC e 1.730ºC.
Flagg, que é pesquisadora na Faculdade de Artes e Ciências (A&S) da Universidade de Toronto, no Canadá, usou esse e outros hidretos metálicos para determinar a temperatura de estrelas frias e anãs marrons.
Em teoria, segundo ela, o hidreto de cromo poderia fazer o mesmo em exoplanetas Júpiteres quentes, que são comparáveis em temperatura às anãs marrons – se essas moléculas específicas estiverem presentes nas atmosferas desses mundos.
One target I was interested in was WASP-31b, because of a reported low-res detection of CrH by @marrickbraam. So I was very excited when we were able to get a high-res transit spectra of it in March 2022 using GRACES for the ExoGemS program. 8/15 pic.twitter.com/SqjjCV374o
Usando observações espectrais de alta resolução, a pesquisa de Flagg confirmou a presença de hidreto de cromo na atmosfera de um exoplaneta do tipo Júpiter quente, o WASP-31b, o que abre a porta para usar essa espécie de molécula sensível à temperatura como um “termômetro” para determinar a temperatura e outras características em exoplanetas.
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