
Um artigo publicado quarta-feira (17) na revista Nature aponta que as mudanças climáticas causadas pelas emissões de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera vão diminuir o produto interno bruto (PIB) mundial em cerca de US$38 trilhões (R$199 trilhões, em conversão direta na cotação atual) – o que representa uma queda de aproximadamente 20%.
Embora, segundo os pesquisadores, isso vá acontecer independentemente do quanto a humanidade se esforce para reduzir a poluição de carbono, a diminuição das emissões de gases de efeito estufa o mais rápido possível continua sendo crucial para evitar impactos econômicos ainda mais devastadores após a metade do século.
A pesquisa mostra que as consequências econômicas das mudanças climáticas podem ser dezenas de trilhões de dólares mais altas por ano até 2100 se a Terra aquecer significativamente além de 2ºC acima dos níveis da Revolução Industrial do século 19.
A temperatura média da superfície do planeta já subiu 1,2°C acima dessa referência, o suficiente para amplificar ondas de calor, secas, inundações e tempestades tropicais tornadas mais destrutivas pela elevação dos mares.
Segundo o estudo, o investimento anual necessário para limitar o aquecimento global abaixo de 2°C (principal meta do Acordo de Paris de 2015) é uma pequena fração dos danos que seriam evitados.
“Ficar abaixo dessa marca poderia limitar a perda média de renda regional a 20% em comparação com 60%” em um cenário de altas emissões”, disse o principal autor do estudo, Max Kotz, especialista em ciência da complexidade do Instituto Potsdam de Pesquisa de Impacto Climático (PIK), na Alemanha, em entrevista à AFP.
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