
Localizada a mais de 3.700 quilômetros da América do Sul, a Ilha de Páscoa é um dos locais mais remotos do mundo. Famoso pelas quase 900 estátuas chamadas moais, este local também foi berço de uma escrita antiga. O Rongorongo está preservado até hoje em objetos de madeira encontrados na região, mas ainda não foi decifrado por pesquisadores.
Uma das tentativas mais respeitadas de decifrar a escrita da Ilha de Páscoa aconteceu na década de 1950. Thomas Barthel, etnólogo da Universidade de Tübingen, na Alemanha, identificou 599 formas de sinais. No entanto, outros estudiosos afirmam que o trabalho não foi conclusivo.
Como não tem relação aparente com nenhum outro sistema de escrita conhecido, e pode ter sido desenvolvido em completo isolamento de outras culturas, decifrar o Rongorongo é uma tarefa muito difícil.
Acredita-se que muitos dos símbolos sejam representações diretas de objetos, incluindo pessoas, tartarugas, peixes e árvores. É por isso que muitos pesquisadores preferem chamar o Rongorongo de um exemplo de “proto-escrita”, em contraste com os “verdadeiros sistemas de escrita”.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.
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