
Na última segunda-feira (21), a espaçonave Cygnus NG-17 entregou à Estação Espacial Internacional (ISS) uma carga muito diversificada e valiosa. Já citamos aqui que uma “galeria de arte” estava a bordo do veículo, além de um experimento da Nasa que visa aumentar a segurança contra incêndios em missões espaciais.
No meio das mais de 3,5 toneladas de carga, havia também suprimentos para a tripulação e um protótipo de instrumento que pode vir a facilitar o monitoramento da atividade vulcânica e da qualidade do ar.
Chamado “Nanosat Atmospheric Chemistry Hyperspectral Observation System”, ou NACHOS, o instrumento usará uma câmera hiperespectral compacta para localizar fontes de gases em áreas tão pequenas quanto 400 metros quadrados.
Se for bem-sucedido, NACHOS será o menor e mais alto instrumento de alta resolução no espaço dedicado ao monitoramento de traços de gases atmosféricos, como dióxido de enxofre (SO2) e dióxido de nitrogênio, abrindo caminho para futuros sistemas de observação da Terra que não só ajudarão a prever erupções vulcânicas, mas também poderão monitorar a qualidade do ar em torno de cidades, bairros e até mesmo usinas individuais.
“Um vulcão adormecido que está acordando pode emitir SO2 antes que haja qualquer atividade sísmica detectável. Isso nos dá a chance de identificar um vulcão potencialmente em erupção antes que ele realmente exploda”, disse Steve Love, pesquisador e líder de tarefas do Grupo de Sensoriamento Espacial e Remoto do Laboratório Nacional de Los Alamos (LANL) do Departamento de Energia dos EUA.
Vestígios atmosféricos de fontes naturais e humanas fornecem aos cientistas insights únicos sobre uma grande variedade de sistemas terrestres. Por exemplo, o dióxido de nitrogênio, muitas vezes produzido pela queima de combustíveis fósseis, impacta negativamente a saúde humana e pode servir como um rastreador para o dióxido de carbono (um gás de efeito estufa que contribui para a mudança climática) que resulta da atividade humana.
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