
A NASA atualizou sua chamada “espiral climática”, que mostra as alterações mensais na temperatura do planeta desde 1880 até hoje, visualizável com linhas coloridas ao redor de três círculos, indicando aumento ou diminuição de 1 °C usando como base o primeiro ano de pesquisa (1880).
Na espiral, agora, consta o último mês de setembro, o mais quente já registrado na história. Podemos ver, no gráfico, as cores cada vez mais fortes nas últimas décadas. Em setembro de 2023, é possível ver como a linha circular se distancia de mais da marca de 0 °C.
Conforme o g1, a visualização se baseia no índice GISS Surface Temperature Analysis (GISTEMP v4), que faz a compilação de dados de temperatura da superfície global. Confira a espiral abaixo (para melhor visualização, expanda o vídeo):
[Setembro] foi o mês com a maior anomalia de temperatura entre todos os meses desde que nós temos medição. Então, segundo a NASA, ele registrou mais 1,47 °C em relação ao período de referência de 1951 a 1980. E é por isso que no gráfico ele aparece fora já daquele círculo de um grau de anomalia, quase chegando a um grau e meio de anomalia de temperatura
Sobre a escalada das temperaturas desde o século passádo, Gavin Schmidt, diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais (GISS), laboratório da NASA responsável pelo projeto, disse que o “que é notável é que estes valores recorde estão acontecendo antes do pico do atual El Niño, enquanto em 2016 [o ano mais quente até então] os valores recorde anteriores aconteceram na primavera, após o pico”.
O gráfico foi, originalmente, projetado pelo cientista climático Ed Hawkins, do Centro Nacional de Ciências Atmosféricas da Universidade de Reading (Reino Unido). Uma versão em formato espiral chegou a ser divulgada na cerimônia de abertura das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro (RJ).
Entre para comentar.