
O açúcar é parte fundamental da alimentação humana há séculos, mas também está no centro de debates sobre saúde pública. Cada grama do tipo comum tem cerca de 4 calorias, e seu consumo em excesso está diretamente relacionado a doenças como obesidade, diabetes tipo 2, resistência à insulina, hipertensão e até problemas cardíacos.
Por isso, pesquisadores do mundo todo estão em busca de alternativas que mantenham o sabor doce sem os efeitos nocivos das calorias.
Uma das histórias mais curiosas tem a ver com a NASA, que teria desenvolvido, ou viabilizado por meio de tecnologias associadas a seu programa espacial, um açúcar sem calorias. A ideia parecia revolucionária, mantendo as características do açúcar tradicional, incluindo sabor e textura, mas sem o impacto calórico e metabólico.
O produto, conhecido como tagatose, surgiu em pesquisas financiadas e impulsionadas pelo programa de transferência de tecnologia da agência, o Spinoff.
A iniciativa tem como objetivo adaptar descobertas feitas para o espaço a aplicações do dia a dia, e já foi responsável por inovações em setores como saúde, engenharia e alimentos. Porém, se esse açúcar realmente existiu e foi considerado seguro, por que nunca chegou nas prateleiras dos supermercados? Descubra tudo na matéria a seguir.
O açúcar comum, como a sacarose, é rapidamente quebrado pelo organismo em glicose e frutose, que entram na corrente sanguínea e fornecem energia rápida para o funcionamento das células. Esse fornecimento rápido de calorias é útil em situações de esforço físico intenso, mas no dia a dia, quando o gasto energético não é proporcional, o excesso de glicose é transformado em gordura e armazenado.
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