Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 14 de fevereiro de 2022 · 2 min de leitura ·

NASA e outras instituições confrontam mega-constelações de satélites como a Starlink

NASA e outras instituições confrontam mega-constelações de satélites como a Starlink

A ideia de se criar uma rede de satélites de baixo custo para fornecer internet de alta velocidade a qualquer parte do mundo é simplesmente fantástica e só poderia se tornar realidade por meio de alguém visionário (e multi-bilionário) como Elon Musk. A tecnologia desenvolvida na SpaceX permitiu a redução do tamanho e do custo dos satélites Starlink que, conjugado ao baixo custo de lançamento, criou um ambiente favorável para a implementação da ideia.

Só que, assim que os primeiros lotes de Starlink entraram em órbita, surgiu muita gente se questionando se todos aqueles satélites não poderiam trazer mais problemas que soluções para a humanidade.

Os problemas estão relacionados à quantidade de satélites em órbita da Terra. De 2018 até agora, a SpaceX já colocou em órbita mais de 2 mil Starlink, mas já tem autorização para 12 mil e ainda pretende completar a constelação com 42 mil satélites, todos eles em órbita baixa. 

Isso aumentaria substancialmente o número de satélites em órbita da Terra, sem contar o lixo espacial. Mas o que isso poderia trazer de mal?

Ninguém melhor para responder isso que a própria NASA. Em um relatório entregue no último dia 7 de fevereiro ao FCC, órgão do governo americano que regulamenta as telecomunicações, a NASA alerta sobre os riscos dessa infestação de satélites no espaço próximo à Terra. O documento é uma resposta à solicitação de expansão da constelação Starlink de 12 para 42 mil satélites. No documento, a NASA lista várias preocupações:

O congestionamento na órbita baixa terrestre aumentaria de forma substancial. Os 30 mil satélites adicionais pretendidos pela SpaceX, além de duplicar o número de objetos em órbita a serem rastreados, multiplicariam por 5 o número de objetos orbitando abaixo dos 600 km de altitude. Isso elevaria o risco de impacto desses satélites com os de missões científicas e tripuladas, transformando essa região do espaço em um local tão seguro quanto um cruzamento na Índia.

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