Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 8 de fevereiro de 2022 · 2 min de leitura ·

Nasa vai pagar mais de R$5 milhões na 2ª fase de desafio mundial de tecnologia alimentar

Nasa vai pagar mais de R$5 milhões na 2ª fase de desafio mundial de tecnologia alimentar

Com o apoio da Nasa e da Agência Espacial Canadense (CSA), o Deep Space Food Challenge (Desafio Alimentar do Espaço Profundo, em tradução livre — DSFC) entra agora em sua segunda etapa. 

Criado pela Fundação Methuselah, uma organização dos EUA sem fins lucrativos voltada para engenharia de tecidos e terapias de medicina regenerativa, o desafio visa premiar novas tecnologias ou sistemas que requeiram insumos mínimos e maximizem a produção de alimentos seguros, nutritivos e saborosos para missões espaciais de longa duração, que também tenham potencial para beneficiar as pessoas na Terra.

No fim de outubro passado, foram anunciados os vencedores da primeira etapa. Entre os destaques internacionais da competição, cujos vitoriosos foram todos dos EUA (confira a lista aqui), estava uma equipe brasileira formada por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ-USP), unidade situada em Piracicaba (SP).

Cada um dos 18 projetos vencedores da fase 1 (apresentação de projetos) recebeu US$25 mil (o equivalente a quase R$141 mil). A premiação total somou US$450 mil (o que ultrapassa R$2,5 milhões).

Agora, chegou o momento das equipes selecionadas (os 18 vencedores americanos mais os destaques internacionais que obtiveram aporte financeiro para prosseguirem na competição) fazerem seus protótipos e demonstrações de aplicação. A organização do evento vai identificar tecnologias de produção de alimentos que:

Segundo a Nasa, a fase 2 oferece uma bolsa de prêmios total de US$1 milhão (R$5,5 milhões) e busca incentivar as equipes classificadas a desenvolver novas tecnologias e/ou sistemas para a produção de alimentos que não precisam atender às necessidades nutricionais completas das futuras tripulações, mas podem contribuir significativamente e ser integrados a um sistema alimentar abrangente.

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