Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 1 de fevereiro de 2023 · 2 min de leitura ·

Neandertais eram menos sensíveis a cheiros de urina e suor

Neandertais eram menos sensíveis a cheiros de urina e suor

Os neandertais são uma das espécies de hominídeos mais próximas do homo sapiens e conviveram durante algum tempo com nós até serem extintos a cerca de 28 mil anos atrás, história parecida com a dos denisovanos. Não sabemos muito como essas espécies percebiam as coisas ou o que preferiam comer, no entanto, uma pesquisa recente revela um pouco do que eles podiam sentir cheiro.

A pesquisa foi publicada recentemente na revista IScience e usou uma técnica que cultiva receptores de odor em um prato de laboratório para testar quais cheiros eles são mais sensíveis.

Para conseguir comparar os receptores dos humanos modernos com as outras duas espécies extintas, os pesquisadores usaram um banco de dados de genoma. O catálogo foi feito pelo ganhador do Prêmio Nobel de 2022, Svante Pääbo e contém coleções de antigos DNAs. A partir disso foi possível observar os genes relevantes e caracterizar os receptores de cada hominídeo.

Diversas fragrâncias foram usadas para testar a resposta ao cheiro de 30 receptores de cada espécie. Os resultados foram que todos os hominídeos detectaram os mesmo cheiros, mas em diferentes intensidades.

Os denisovanos eram menos sensíveis a odores florais que os humanos, mas quatro vezes melhores em sentir enxofre e três vezes em balsâmicos. Além disso, os Homens de Denisova eram muito sensíveis ao mel.

Os pesquisadores não sabem o porquê da forte sensibilidade do receptor ao mel, no entanto, o motivo pode estar ligado ao fato de ser uma fonte de alimento com alto teor calórico. Os hadza da Tanzânia são modernos caçadores-coletores, assim como eram os denisovanos, e eles são famosos por seu amor pelo alimento.

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