
A Neuralink, startup americana neurotecnológica, anunciou esta semana que realizou seu primeiro implante cerebral em um ser humano, estabelecendo um marco histórico não apenas para a companhia, que tem Elon Musk como dono, como para a ciência. Segundo Alvaro Machado Dias, neurocientista e colunista do Olhar Digital News, no entanto, o chip cerebral não se limitará à medicina, ultrapassando as barreiras tecnológicas em outras áreas.
Mais amplamente, a empresa busca levar a interface cérebro-máquina para o grande público, que é onde, de fato, existe controvérsia.
O objetivo inicial do Elon Musk era responder a um desafio que é, em certo sentido, filosófico, mas em outro de negócios. Na sua visão, a inteligência artificial está avançando rapidamente e ela tende a criar um risco existencial para a humanidade, ou pelo menos colocar a nossa vida em um nível muito mais baixo de qualidade de relacionamento com o outro.
O médico destacou que, assim, o chip surge como um tipo de ‘salvação’ não apenas no âmbito medicinal, mas para dissolver as preocupações quanto à IA. Em tese, segundo o especialista, conectar o cérebro à internet, turbinará nosso cérebro com todas as informações disponíveis, com ao mesmo tempo certa “telepatia” (nome do chip da Neuralink, inclusive).
“Conectando o cérebro à internet (…) a gente criaria cyborgs que responderiam a esse desafio e riscos existenciais vindos da evolução da tecnologia”, representando muito mais que apenas um chip dedicado a cura.
“É ajudar na recuperação das funções de pacientes neurológicos que as perderam de maneira permanente. O ensaio clínico envolveu pacientes com quadriplegia e com esclerose lateral amiotrófica, uma doença degenerativa severa” – explica o doutor.
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