
Uma análise do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indica que as cidades de São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ) podem registrar acréscimo de 20% a 30% na frequência de tempestades severas entre 2025 e 2034, com base em dados climáticos dos últimos dez anos.
O responsável pela avaliação, Osmar Pinto Junior, integrante do grupo de Eletricidade Atmosférica do Inpe, explicou que uma tempestade severa é caracterizada por intensa atividade de raios e ventos fortes, fatores capazes de causar danos significativos à infraestrutura urbana.
Para a simulação, foram empregados nove modelos matemáticos, os quais, mesmo considerando margens de erro, apontam para tendência de aumento na ocorrência de tempestades severas.
Esses eventos correspondem a cerca de 1% do total das chuvas no País, que chega a aproximadamente cinco mil ocorrências, enquanto o Brasil se destaca globalmente com até 500 mil episódios de chuvas intensas por ano.
Além dos riscos meteorológicos, as tempestades têm consequências diretas na população e na economia. Incidentes com raios resultam, em média, em 100 mortes anuais, e os ventos fortes causam prejuízos que podem atingir R$ 1 bilhão por ano, afetando especialmente os setores elétrico, industrial e das telecomunicações.
No cenário nacional, as capitais Manaus (AM) e São Paulo (SP) lideram o ranking de fatalidades por raios, registrando 30 mortes cada na última década, enquanto o Rio de Janeiro (RJ) contabilizou dez.
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