Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 21 de julho de 2022 · 2 min de leitura ·

Nova parceria permitirá que cosmonautas russos voem à ISS em naves da SpaceX

Nova parceria permitirá que cosmonautas russos voem à ISS em naves da SpaceX

Depois de muito debate (e um monte de ameaças), parece que as relações entre Rússia e EUA estão se ajeitando – ao menos, no que tange à exploração espacial. Uma nova parceria assinada pela agência espacial Roscosmos com a NASA permitirá o compartilhamento de recursos colaborativos. Na prática, isso deve permitir que cosmonautas russos usem naves da SpaceX para viajar à Estação Espacial Internacional (ISS).

Isso porque, no lado ocidental da ISS, os astronautas da NASA e da ESA, a agência espacial europeia, a empresa fundada por Elon Musk é a que detém o contrato de transportes de cargas – humana ou de equipamentos – à estação. Anteriormente, a Rússia usava seus próprios recursos, como os foguetes e naves Soyuz.

O ambiente na ISS sempre foi um de colaboração e, dentro do que era possível, livre de desavenças políticas: desde seu lançamento em 1998, a estação contou com os EUA e a Rússia como apoiadores majoritários.

Entretanto, desde que o presidente Vladimir Putin autorizou as ações militares que iniciaram a guerra na Ucrânia, vários países do mundo – sobretudo, os EUA – impuseram sanções que vinham machucando o programa espacial russo.

Não que isso fizesse a maior nação do leste europeu retrair suas ações: Dmitry Rogozin, o controverso (agora, ex) diretor da Roscosmos, constantemente ameaçava ações bem drásticas: ele chegou a divulgar uma vídeo montagem que mostrava a ISS explodindo, afirmando noutra ocasião que os russos poderiam “deixá-la cair” sobre os EUA. Rogozin também tem um intenso desafeto por Elon Musk, a quem constantemente atacava em entrevistas e nas redes sociais.

Seguindo a sua saída do cargo, a Roscosmos não perdeu tempo em tentar restabelecer o ambiente colaborativo – uma ação bem elogiada pela NASA, segundo um comunicado: “voar tripulações integradas assegura que a estação sempre tenha membros apropriadamente treinados para a manutenção primária e caminhadas espaciais”.

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