Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 6 de janeiro de 2022 · 2 min de leitura ·

Novas imagens do Hubble indicam que Via Láctea pode ter braços “cheios e cortados”

Novas imagens do Hubble indicam que Via Láctea pode ter braços “cheios e cortados”

O Hubble pode estar no fim de sua missão, mas ele ainda faz descobertas que nos fazem dizer “ué” e revisar conhecimentos já estabelecidos: segundo imagens do telescópio, existe a possibilidade de que a Via Láctea tenha braços mais cheios em volume, e cortados em algumas seções, conforme aponta novo estudo.

A premissa desafia um conceito já bem antigo, de que a nossa casa no espaço é uma espiral com braços contínuos, sem interrupção. Entretanto, astrônomos analisaram informações do Hubble referentes ao Braço de Perseu e perceberam algumas inconsistências com esse consenso.

Medir distâncias e estabelecer um formato para a Via Láctea é relativamente complicado pois, bem, estamos dentro dela – é meio difícil saber a aparência da nossa casa do lado de fora sem sair dela, convenhamos. Entretanto, esse tipo de estudo é importante para o mapeamento galáctico.

Para contornar essa limitação, cientistas aplicam diversos métodos: eles podem usar masers, fontes naturais de ondas de rádio que ocorrem em regiões onde grandes estrelas se formam. O problema é que os masers não estão disponíveis em muita abundância.

O movimento das nuvens gasosas do espaço é outro método prático, mas também não é muito preciso devido à aleatoriedade desse movimento. Aqui, os cálculos são feitos com base em informações não muito consistentes.

O novo estudo, porém, levou em consideração o segundo método, mas analisando a poeira cósmica – ela sempre está presente onde há nuvens de gás. Com isso, os cientistas buscaram gerar um mapa tridimensional ao observar as cores dos grupos de estrelas no céu. Aquelas com mais poeira ao redor são mais avermelhadas.

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