Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 28 de janeiro de 2025 · 2 min de leitura ·

Novo “monstro cósmico” é diferente de tudo que astrônomos já viram

Novo "monstro cósmico" é diferente de tudo que astrônomos já viram

Rajadas rápidas de rádio, conhecidas pela abreviação FRB (da sigla em inglês), são emissões de ondas de rádio tão velozes que acontecem em uma fração de segundo. Elas também são muito poderosas, emitindo tanta energia quanto o Sol ao longo de um dia inteiro (ou mais). Uma FRB observada recentemente está desafiando tudo que astrônomos sabiam sobre essa classe de seres cósmicos.

A galáxia foi avistada no ano passado e já está entre as mais massivas detectadas. O evento é tão único que pode ser estudado pelo James Webb em breve, em busca de respostas.

Como explicamos, elas são emissões rápidas de rádio, que acontecem em frações de segundo e carregam muita energia. A maioria das FRBs é associada a uma subclasse das estrelas de nêutrons chamada magnetares. Os magnetares são estrelas de nêutrons com campos magnéticos muito potentes em energia.

A FRB 20240209A não é assim. Essa FRB foi observada pela primeira vez por um grupo de pesquisadores das universidades de Northwestern (nos Estados Unidos) e McGill (no Canadá) no dia 9 de fevereiro de 2024, usando o radiotelescópio Canadian Hydrogen Intensity Mapping Experiment. Os experimentos se repetiram e ela foi avistada novamente em julho do ano passado, com 21 novos pulsos.

Isso permitiu que os astrônomos identificassem a localização do astro, a 2 bilhões de anos-luz da Terra, e sua massa, de cerca de 100 bilhões de vezes a massa do nosso Sol.

De acordo com o site IFLScience, a observação também trouxe um mistério: essas rajadas rápidas de rádio contrariam o que astrônomos sabem sobre esses corpos. Primeiro, porque elas são as primeiras FRBs a virem de uma galáxia elíptica massiva e antiga. Segundo, porque estão longes do centro de uma galáxia formadora, a cerca de 130 mil anos-luz.

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