
Com lançamento aguardado para o fim desta década, o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, da Nasa, ainda em desenvolvimento, testará novas tecnologias para a caça de exoplanetas, também conhecidos como planetas alienígenas (por estarem fora do nosso sistema solar).
Segundo a agência espacial norte-americana, a missão irá fotografar mundos e discos empoeirados ao redor de estrelas próximas com detalhes até mil vezes melhores do que o possível com outros observatórios.
Roman usará seu Coronógrafo para demonstrar que as tecnologias de imagem direta podem ter um desempenho ainda melhor no espaço do que com telescópios terrestres. Esse instrumento é composto por um sistema de máscaras, prismas, detectores e espelhos autoflexíveis construídos para bloquear o brilho de estrelas distantes e revelar os planetas em órbita ao seu redor.
“Seremos capazes de capturar imagens de mundos em luz visível usando o Coronógrafo”, disse Rob Zellem, astrônomo do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), centro tecnológico da Nasa responsável por construir o instrumento. “Fazer isso do espaço nos ajudará a ver planetas menores, mais velhos e mais frios do que a imagem direta geralmente revela, trazendo-nos um salto gigante para identificação de planetas como a Terra”.
Exoplanetas são tão distantes e sombrios em relação às suas estrelas hospedeiras que são praticamente invisíveis, até mesmo para telescópios poderosos. É por isso que quase todos os mundos descobertos até agora foram encontrados indiretamente através de efeitos que eles têm em suas estrelas hospedeiras.
No entanto, os recentes avanços tecnológicos permitem que os astrônomos realmente tirem agora imagens da luz refletida dos próprios planetas. Analisar as cores das atmosferas planetárias os ajuda a descobrir do que as atmosferas são feitas. Isso, por sua vez, pode oferecer pistas sobre os processos que ocorrem nesses mundos que podem afetar sua habitabilidade.
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