
Uma colaboração entre duas sondas espaciais orbitando Marte possibilitou a descoberta de um novo tipo misterioso de aurora no planeta, conforme relatado em um artigo publicado esta semana no Geophysical Research Letters.
A espaçonave MAVEN (sigla em inglês para Atmosfera e Evolução Volátil de Marte), da NASA, e a sonda Hope, dos Emirados Árabes Unidos, trabalharam juntas para analisar as auroras de prótons ultravioletas que se formam no alto da atmosfera marciana.
Segundo os resultados da nova pesquisa, esses eventos diurnos nem sempre são difusos e distribuídos uniformemente, mas também podem ser altamente dinâmicos e variáveis, contendo estruturas em escala fina. “As observações da EMM (Emirates Mars Mission) sugeriram que a aurora era tão difundida e desorganizada que o ambiente de plasma ao redor de Marte deve ter sido realmente perturbado, a ponto de o vento solar estar afetando diretamente a atmosfera superior onde quer que se observasse a emissão auroral”, diz o cientista planetário Mike Chaffin, da Universidade de Colorado Boulder, nos EUA.
“Combinando observações da EMM com medições MAVEN do ambiente de plasma auroral, podemos confirmar essa hipótese e determinar que o que estávamos vendo era essencialmente um mapa de onde o vento solar estava agindo sobre o planeta”, explicou.
As auroras de prótons – o tipo mais comum em Marte – foram descritas pela primeira vez em 2018, com base nos dados da MAVEN. Elas se formam de maneira bastante semelhante à qual as auroras na Terra são produzidas. No entanto, tendo em vista que Marte não tem uma magnetosfera internamente impulsionada como a da Terra, o resultado é sem igual.
De acordo com o site Science Alert, o mais semelhante que o Planeta Vermelho tem a um campo magnético é algo muito frágil, induzido pelo zumbido de partículas carregadas desacelerando enquanto entram na atmosfera. Por mais fraco que seja, no entanto, é adequado o suficiente para desviar muitos dos prótons de alta velocidade e nêutrons que disparam do Sol.
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