
Pareidolia é um fenômeno cerebral que faz com que percebamos formas significativas em padrões aleatórios. Em outras palavras, é o motivo pelo qual enxergamos rostos em nuvens, tomadas, montanhas ou até em fotos feitas por sondas espaciais. O termo vem do grego, combinando “para” (“errado” ou “ao lado de”) e eidōlon (“imagem” ou “forma”).
Segundo diferentes estudos citados pelo Live Science, a pareidolia é um tipo de apofenia, a tendência humana de buscar padrões mesmo quando eles não existem.
A explicação mais aceita é evolutiva: nossos cérebros desenvolveram mecanismos ultrarrápidos de reconhecimento facial, essenciais para a sobrevivência. Esse sistema, porém, gera “falsos positivos”, e, por isso, vemos rostos onde só há sombra e textura.
Em 2020, pesquisadores publicaram na revista Psychological Science que esse processo não só identifica formas faciais, mas também atribui emoção e personalidade a elas. Janelas podem parecer “olhos atentos”; um pimentão pode “parecer sorrir”.
A pareidolia está por toda parte. Na história recente, ela alimentou crenças populares, histórias religiosas e até teorias da conspiração. O famoso “rosto em Marte”, visto por sondas como a Viking 1 em 1976, é um dos casos mais citados.
Mais recentemente, rovers da NASA flagraram formas que lembravam um “rosto cansado”, um “capacete de batalha” ou até uma “tartaruga saindo do casco”, segundo relatos divulgados aqui no Olhar Digital.
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