Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 26 de janeiro de 2022 · 2 min de leitura ·

O que esperar do James Webb agora que ele chegou a seu novo lar no espaço?

O que esperar do James Webb agora que ele chegou a seu novo lar no espaço?

Um mês depois de seu lançamento, o telescópio espacial James Webb finalmente chegou ao Segundo Ponto de Lagrange (L2) entre a Terra e o Sol — a posição de onde realizará sua missão no espaço. De lá até aqui, foram diversos processos voltados ao acionamento e avaliação de cada um dos componentes mais importantes de seu funcionamento. Mas a pergunta que fica é: e agora?

A resposta é simples: mais análises e mais ajustes finos. Antes de começar a capturar as estonteantes imagens do espaço que nós tanto esperamos, o telescópio passará por uma série de revisões feitas por engenheiros e cientistas, preparando-o em um processo que deve durar cerca de cinco meses, mas que vão garantir seu funcionamento por toda sua vida útil, que pode chegar a 20 anos segundo a NASA.

O processo dessas revisões já começou, inclusive: na última segunda-feira (24), em torno das 16h (horário de Brasília), o telescópio disparou seus propulsores em um último esforço de posicionamento e correção de órbita, efetivamente “estacionando” no ponto desejado — o L2, que fica em torno de 1,5 milhão de quilômetros (km) atrás da Terra, se visto pelo Sol.

“Nós havíamos acabado de chegar às nossas mesas”, disse Keith Parrish, gerente de observação do James Webb na NASA, durante uma coletiva de imprensa logo após a chegada do telescópio ao ponto desejado. “Nós estávamos chegando às estações [de trabalho], preparando essa nave espacial maravilhosa e deixando-a pronta para fazer ciência. O melhor ainda está por vir”.

Em três meses, o time de engenheiros e cientistas deve alinhar diversos componentes de imagem do James Webb, a fim de fazer com que tudo trabalhe como se fosse um único espelho. Depois disso, começará um processo de dois meses de testes de vários componentes, com a NASA calibrando cada um para a realização de várias tarefas.

O espelho principal do telescópio espacial James Webb tem algo em torno de 6,5 metros (m) — grande demais para caber, inteiramente aberto, em qualquer foguete. Isso, fora os outros componentes, que também precisaram ser considerados.

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