Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 24 de outubro de 2023 · 2 min de leitura ·

Observatório quebra limite quântico para detectar eventos cósmicos

Observatório quebra limite quântico para detectar eventos cósmicos

O Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro a Laser (Ligo, na sigla em inglês), dos EUA, conseguiu ultrapassar limitações quânticas, elevando sua sensibilidade a um novo patamar. Isso foi possível por meio de uma técnica inovadora chamada compressão dependente de frequência.

Esse marco abre um novo horizonte de descobertas no campo da astronomia. Os resultados dessa pesquisa serão publicados no periódico Physical Review X. As informações foram divulgadas pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

Agora, o detector de ondas gravitacionais tem a capacidade de identificar até 60% mais fusões de estrelas mortas em comparação com suas taxas anteriores. Isso significa cerca de uma ou duas detecções por semana.

Agora que ultrapassamos esse limite quântico, podemos fazer muito mais astronomia. O Ligo usa lasers e espelhos grandes para fazer suas observações, mas estamos trabalhando em um nível de sensibilidade que significa que o dispositivo é afetado pelo reino quântico.

O observatório opera detectando distorções no espaço-tempo causadas pela colisão de buracos negros e estrelas de nêutrons, eventos que ocorrem a bilhões de anos-luz de distância.

Isso gera ondas gravitacionais, que são como as ondulações num lago, embora humanos não consigam senti-las. Essas ondas podem ser detectadas através de minúsculas variações no percurso da luz ao longo de um túnel de extensão inimaginável.

Compartilhe