
Junho chegou com uma boa notícia para quem gosta de observar o céu: estamos na melhor época do ano para ver a Via Láctea. No Hemisfério Sul, este mês marca o solstício de inverno, que em 2025 ocorre no dia 20. Essa é a noite mais longa do ano, e os dias próximos também têm noites mais extensas. Por isso, este período é ideal para quem quer aproveitar céus escuros e limpos para observar o espaço.
E o melhor de tudo é que, quanto mais ao sul do globo, melhor será a visibilidade do chamado núcleo galáctico – a parte mais brilhante da Via Láctea. Ou seja, o Brasil está em posição privilegiada.
Neste mês, o núcleo da Via Láctea aparece no céu logo após o pôr do Sol e pode ser visto durante toda a noite, principalmente em locais afastados dos centros urbanos. Esse período é chamado pelos astrônomos de “temporada da Via Láctea” ou “Milky Way Core Season”. De acordo com a NASA, essa temporada vai de fevereiro a outubro, mas é de junho a agosto que o centro galáctico fica mais tempo visível.
É possível ver a Via Láctea até a olho nu, desde que o céu esteja limpo e sem poluição luminosa. Em vez de enxergarmos a galáxia inteira (como o espiral que aparece na perspectiva do espaço), vemos uma faixa esbranquiçada no céu. Essa faixa é o que conseguimos observar de dentro da galáxia: o disco central, com bilhões de estrelas e nuvens de poeira.
Zapato de la Reina bajo el brillo de la Vía Láctea 🌠🇮🇨 pic.twitter.com/FqKrUnFPgY
De acordo com o astrônomo Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon) e colunista do Olhar Digital, para localizar a Via Láctea, uma dica é procurar a constelação de Escorpião. “O núcleo galáctico fica bem próximo ao final da cauda do escorpião, já na constelação de Sagitário (que é menos simples de encontrar)”.
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