Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 27 de junho de 2025 · 2 min de leitura ·

Origem de explosão de rádio detectada muito perto da Terra surpreende cientistas

Origem de explosão de rádio detectada muito perto da Terra surpreende cientistas

Uma pesquisa aceita para publicação pelo periódico científico The Astrophysical Journal Letters, disponível no repositório online de pré-impressão arXiv, relata a descoberta de uma fonte incomum para o fenômeno conhecido como rajada rápida de rádio: um satélite inativo que orbita a Terra há mais de 50 anos.

Essa descoberta surpreendeu os astrônomos porque, até agora, esse tipo de sinal era associado a fenômenos distantes no Universo, e não a algo fabricado por seres humanos. A rajada em questão foi registrada no dia 13 de junho de 2024, e o responsável foi o satélite Relay 2, lançado pela NASA em 1964. 

A espaçonave operou por pouco tempo, sendo aposentada em 1967. Desde então, permanece à deriva no espaço, circulando o planeta entre 1.867 km (no perigeu) e 7.648 km de altitude (no apogeu). 

O sinal de rádio foi captado pelo radiotelescópio Australian Square Kilometre Array Pathfinder (ASKAP), um conjunto de 36 antenas instaladas na Austrália para estudar o céu com amplo campo de visão, grande largura de banda espectral e alta velocidade. 

Analisando os dados, uma equipe liderada pelo astrônomo Clancy James, do Centro Internacional de Pesquisa em Radioastronomia na Austrália, logo percebeu que havia algo diferente nesse caso.

As rajadas rápidas de rádio (FRBs, na sigla em inglês) são explosões brevíssimas de ondas de rádio extremamente intensas. Normalmente, esses sinais vêm de bilhões de anos-luz de distância, de fontes como magnetares, que são estrelas com campos magnéticos fortíssimos. Mas, desta vez, o sinal detectado estava muito mais próximo, a apenas 4.500 km da Terra.

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