
A superfície da Lua é marcada por crateras de impacto, algumas com mais de mil quilômetros de diâmetro, formadas principalmente há cerca de 4 bilhões de anos durante o chamado Bombardeio Intenso Tardio.
Diferentemente da Terra, a Lua não possui atmosfera nem atividade geológica significativa, o que preserva essas estruturas por bilhões de anos.
Essas crateras guardam informações valiosas sobre a formação do Sistema Solar, e quando ocorre um impacto na Lua, parte do material ejetado escapa da gravidade lunar e pode alcançar a Terra.
Um novo estudo, liderado por José Daniel Castro-Cisneros, usou simulações computacionais avançadas para investigar como isso acontece. A pesquisa, publicada no servidor arXiv, estimou a quantidade de material transferido e suas trajetórias ao longo de 100 mil anos.
A pesquisa não só confirma que a Terra coleta uma fração significativa do material lunar ejetado, como também ajuda a traçar padrões de impacto e suas possíveis implicações para a história geológica e biológica da Terra.
O estudo ainda reforça a hipótese de que corpos próximos, como o asteroide Kamo’oalewa, possam ter origem lunar. O próximo passo dos pesquisadores será incorporar condições orbitais antigas e impactos oblíquos para obter estimativas ainda mais precisas.
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